Nuvem de Algodão
Alimentação da criança

DESDE O NASCIMENTO ATÉ 01 ANO


Até os 06 meses de idade, o leite materno atende todas as necessidades nutricionais da criança. Recomenda-se o ALEITAMENTO EXCLUSIVO. Não oferecer: chá, suco, água.

Se não é possível manter o aleitamento exclusivo, oferecer uma fórmula adequada para idade. Fórmula de partida – a partir do nascimento. Fórmula de transição - a partir de 06 meses até 12 meses.

O aleitamento pode ser misto: Leite materno + fórmula Láctea.

Quando a criança é amamentada exclusivamente no peito, a introdução da alimentação complementar inicia a partir dos 06 meses, e a criança pode ser amamentada até os dois anos de idade ou mais, desde que, seja bom para mãe e filho.

Quando a amamentação é mista ou a nutrição da criança é feita através de fórmula Láctea à alimentação complementar é introduzida mais cedo, a partir de 04 meses.

São recomendações para introdução dos alimentos complementares:

  • Introduzir novos alimentos saudáveis. Frutas in natura sob a forma de papa ou suco, que não deve ser adoçado. Nenhuma fruta é contra – indicada.
  • Preferir oferecer suco no copo, cerca de no máximo 100 ml/dia, que não deve substituir as refeições principais.
  • A primeira papa salgada deve ser oferecida a partir do 6º mês no almoço ou jantar, complementando com leite materno ou fórmula Láctea adequada. Para bebês com fórmula Láctea pode-se começar um pouco mais cedo (5º mês).
  • A segunda papa salgada pode ser oferecida a partir do 7º mês para bebês com mamadeira e 8º mês para bebês amamentados no peito.
  • Introduzir os alimentos gradualmente.
  • As refeições salgadas (papas) devem conter alimentos dos seguintes grupos: cereais ou tubérculos, leguminosas, carne (vaca, frango, peixe ou vísceras, em especial fígado), hortaliças (verduras ou legumes), óleo vegetal (preferencialmente de soja), em pequena quantidade.
  • Evitar caldos e temperos industrializados.
  • A papa deve ser amassada, sem peneirar ou liquidificar.
  • A consistência deve ser progressivamente elevada, respeitando-se o desenvolvimento da criança. Crianças que não recebem alimentos em pedaços até os 10 meses, tendem a não aceitar alimentos sólidos.
  • A água de coco pode ser oferecida, mas não deve substituir água por ter baixo valor calórico e conter sódio e potássio.
  • Não usar mel no primeiro ano de vida (risco de botulismo).
  • O ovo pode ser oferecido inteiro (clara + gema) cozido a partir do 6º mês.

 

OS PAIS SÃO “MODELOS” PARA A CRIANÇA E, PORTANTO, HÁBITOS ALIMENTARES E ESTILO DE VIDA SAUDÁVEL DEVEM SER PRATICADOS POR TODOS OS MEMBROS DA FAMÍLIA.

 

A PARTIR DE 01 ANO DE IDADE

 

A criança já deve estar o mais próximo possível da refeição da família. Estão em formação os hábitos alimentares.

  • É necessário que a criança prove novos alimentos, mesmo que em quantidade mínima de 08 a 10 vezes para conhecer o sabor e estabelecer padrão de aceitação.
  • O apetite é variável, momentâneo e depende de fatores como: idade, condição física e psíquica, atividade física, temperatura, ambiente, ingestão na refeição anterior.
  • A preferência geralmente é pelo doce e alimentos muito calóricos, mas pouco nutritivo. É necessário limites em relação à freqüência e quantidade de doces consumidos.
  • A criança tem direitos fundamentais na sua alimentação, como o de ingerir a quantidade que lhe apeteça, o de ter preferências e aversões e o de escolher o modo (utensílios) como o alimento lhe é oferecido. A participação da família influencia muito nas escolhas da criança.
  • Comportamentos como recompensas, chantagens, subornos ou castigos para forçar a criança a comer devem ser evitados, pois podem reforçar a recusa alimentar.

 

ORIENTAÇÕES GERAIS PARA UMA CONDUTA ALIMENTAR SAUDÁVEL E FORMAÇÃO DE HÁBITOS ADEQUADOS

 

  • As refeições e lanches devem ser servidos em horários fixos diariamente, com intervalos suficientes para que a criança sinta fome na próxima refeição.
  • É necessário que se estabeleça um tempo definido e suficiente para cada refeição. Após encerrar a refeição, oferecer outro alimento somente na próxima refeição. Não substituir a refeição por leite ou outro alimento. Exceção para quando a criança estiver doente.
  • O tamanho das porções dos alimentos no prato deve estar de acordo com o grau de aceitação da criança.
  • Quando houver doce de sobremesa, oferecê-lo como mais uma preparação da refeição, evitando utilizá-lo como recompensa ao consumo dos demais alimentos.
  • Evitar oferecer líquidos nos momentos das grandes refeições (almoço/ jantar), pois o liquido ocupa o espaço do estômago que é pequeno, e faz a diluição das enzimas que vão digerir os alimentos.
  • Depois dos 02 anos, refrigerantes não precisam ser proibidos, mas devem ser tomados apenas em ocasiões especiais.
  • Salgadinhos, balas e doces também não devem ser proibidos, porque a proibição estimulará ainda mais o interesse a criança; eles podem ser consumidos em horários adequados e em quantidades suficientes para não atrapalhar o apetite da próxima refeição.
  • Dar preferência para preparações assadas ou cozidas.
  • A criança deve ser confortavelmente acomodada à mesa com os outros membros da família.
  • Envolver a criança nas tarefas que envolvam a preparação das refeições, como participar da escolha do alimento, da sua compra no mercado ou feira e da elaboração dos pratos.
  • Limitar a ingestão de alimentos com excesso de gordura, sal e açúcar, pois são, comprovadamente, fatores de risco de doenças crônicas não-transmissíveis no adulto.
  • Oferecer alimentos ricos em ferro, cálcio, vitamina A e D e zinco, pois são essenciais nessa fase da vida.
  • Alimentos que possam provocar engasgos devem ser evitados ou oferecidos com cuidado, como balas duras, uva inteira, pedaços grandes de cenoura crua, pipoca, etc.

 

PRATO COLORIDO É PRATO MAIS NUTRITIVO. POIS A OFERTA DE NUTRIENTES, VITAMINAS E MINERAIS É MAIS VARIADA.

 

Eloildes M. Gusmão – Nutricionista CENA

CRN: 1834

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de Orientação Departamento de Nutrilogia. 2ª Edição, 2008. Rio de Janeiro – RJ.